SPCB - Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil

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Resultados da Pesquisa

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    Enraizamento in vitro e ex vitro de brotações das cultivares Acaiá cerrado (Coffea arabica) e Apoatã (Coffea canephora)
    (2003) Santos, Cíntia Guimarães dos; Paiva, Renato; Soares, Fernanda Pereira; Soares, Gustavo de Araújo; Paiva, Patrícia Duarte de Oliveira; Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café
    O objetivo deste trabalho foi promover e comparar a eficiência do enraizamento in vitro e ex vitro das brotações de Coffea arabica ‘Acaiá Cerrado’ e Coffea canephora ‘Apoatã’, obtidas a partir da cultura de embriões. Foram utilizados como explantes, brotações de Coffea arabica ‘Acaiá Cerrado’ e Coffea canephora ‘Apoatã’, oriundas da cultura de embriões, com 90 dias de cultivo in vitro. Para o enraizamento in vitro, as brotações foram inoculadas em meio MS suplementado com 3% de sacarose e 0,65% de ágar, acrescido de diferentes concentrações de AIB (0, 2, 4 e 6 mg.L -1 ). Para o enraizamento ex vitro, as brotações foram transferidas para caixas gerbox, contendo vermiculita, envolvidas por sacos plásticos transparentes e mantidas sob sombrite, em sala de crescimento sob temperatura controlada de 25±1ºC. As brotações foram mantidas sob sombrite 70% por 7 dias. Para proporcionar um aumento gradual da intensidade luminosa, esse sombrite foi substituído por sombrite 50% e, posteriormente, para 30%, em intervalos de 7 dias. Maior percentagem de enraizamento in vitro para as cultivares ‘Apoatã’ (85%) e ‘Acaiá Cerrado’ (100%) foi obtida na presença de AIB, na concentração de 6 mg.L -1 e maiores comprimentos de raízes foram obtidos na ausência do regulador de crescimento. As brotações de ‘Apoatã’ apresentaram 70% de enraizamento ex vitro. Baixa percentagem (30%) de enraizamento ex vitro foi obtida em Coffea arabica ‘Acaiá Cerrado’.
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    Cafeína exógena inibe o desenvolvimento in vitro de embriões de Coffea arabica L. e Coffea canephora Pierre
    (2003) Rosa, Sttela Dellyzete Veiga Franco da; Santos, Cíntia Guimarães dos; Paiva, Renato; Guimarães, Renato Mendes; Veiga, André Delly; Melo, Leonardo Queiróz de; Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café
    A lenta germinação de sementes de café permanece não elucidada, embora seja sempre evidenciada em estudos sobre aspectos fisiológicos desta espécie. Têm sido sugeridas como prováveis causas, o impedimento à absorção de água e O2 pela presença do endocarpo, a presença de inibidores naturais ou o balanço hormonal. A cafeína, um alcaloide presente em sementes de cafeeiro perfaz de 1 a 2% do peso seco da semente ou uma média de 40 mM e pode inibir a germinação de sementes ou crescimento de plântulas, mas estudos da inibição de sementes de cafeeiro, por ação da cafeína endógena e ou exógena, são escassos. O presente trabalho teve como objetivo estudar o efeito de cafeína exógena sobre a germinação e o desenvolvimento de embriões de Coffea arabica L. e de Coffea canephora Pierre. O experimento foi realizado nos laboratórios de Análise de Sementes/DAG e de Cultura de Tecidos/Fisiologia Vegetal/DB da UFLA, utilizando-se frutos no estádio cereja da cultivar Rubi. Após desinfestação dos frutos por 30 minutos de imersão em hipoclorito de sódio (2% i.a.) e lavagem por três vezes em água destilada e autoclavada, os embriões foram retirados e inoculados, de modo asséptico, em placas de petri com meio MS 50%, acrescido de sacarose e suplementado com diferentes concentrações de cafeína (0,00; 0,05; 0,10; 0,15; 0,20; 0,25; 0,30 e 0,40%). Os embriões foram mantidos em sala de crescimento a 27 ± 2oC e intensidade luminosa de 13mmol.s-1.m-2 durante 23 dias quando avaliou-se o comprimento da parte aérea, comprimento de raiz e peso fresco das plântulas. Com cinco dias após o cultivo avaliou-se a porcentagem de germinação, computando-se os embriões com cotilédones abertos e com emissão de radículas, peso fresco de raízes e peso fresco de plântulas. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado com 6 repetições por tratamento, sendo cada repetição constituída por 5 embriões. A germinação e o desenvolvimento de embriões de Coffea arabica L. e de Coffea canephora Pierre são afetados por cafeína exógena, sendo este efeito mais drástico nas radículas do que nos cotilédones. Em embriões de Coffea arabica L. concentrações de cafeína superiores a 0,20% afetam drasticamente a emissão de radículas. Já a emissão de radículas em embriões de Coffea canephora Pierre, não é afetada até as concentrações de 0,30%, indicando ser esta espécie menos sensível aos efeitos inibidores da cafeína exógena.