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    Racionalização do uso da energia elétrica em sistemas de bombeamento utilizados na cafeicultura irrigada por por pivô central
    (2003) Espindula, Dalmácio; Mantovani, Everardo Chartuni; Oliveira, Delly; Silveira, Suely de Fátima Ramos; Ramos, Márcio Mota; Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café
    Com o objetivo avaliar a racionalização do uso de energia elétrica através do uso da adequação de força motriz e de sistema de bombeamento na cafeicultura irrigada por pivô central, foi realizado um trabalho na Fazenda Vista Alegre, município de Jaboticatubas – MG. Para o presente trabalho, avaliou-se um sistema de aspersão do tipo pivô central de baixa pressão, possuindo oito torres, um balanço de 32 m, perfazendo um raio molhado de 380 m e uma área irrigada de 45,4 ha, com dezesseis anos de uso. O conjunto motobomba tem potência de 175 cv e vazão de 260 m 3 h -1 atende a dois pivôs com características iguais, sendo 87,5 cv e 130 m 3 h -1 para cada um. Na área do pivô avaliado, encontra-se implantada a cultura do café da variedade Catuaí Vermelho, espaçado de 3,5 x 0,80 m, perfazendo um total de 3.571 plantas ha -1 , com dezesseis anos de idade. Utilizou-se para o estudo, valores de consumo de água e energia elétrica do sistema referentes ao ano agrícola de 2001. Com este trabalho, constatou-se que, a adequação de força motriz, mediante a substituição dos motores padrão, em uso na propriedade, por motores de alto rendimento adequados, tornou-se a alternativa mais viável sob o ponto de vista técnico-econômico, gerando uma taxa interna de retorno (TIR) de 98 % para a substituição proposta, sendo, portanto, superior à taxa de desconto adotada para a análise, de 8,75 % aa. Um outro fator de importância relevante foi que, com a substituição proposta, o tempo de retorno do capital (TRC) foi de 1,1 anos, sendo, portanto, inferior ao horizonte de planejamento adotado, de 10 anos, sendo influenciada, principalmente pelo maior rendimento encontrado no motor de alto rendimento, proporcionando, assim, maior economia anual com o consumo e demanda de energia elétrica para o empresário rural de R$ 369,10. Quando analisada a proposta de substituição do conjunto motobomba atual, em uso, por um conjunto motobomba mais adequado ao projeto, obteve-se valor de TIR de 507 %, o que reflete, para o empresário agrícola, a viabilidade e atratividade da substituição proposta, pois, o valor investido na troca pode ser recuperado após um período de 0,3 anos. Essa viabilidade de substituição proposta se deve principalmente ao fato do motor indicado para a substituição possuir uma potência nominal menor e um rendimento maior que aqueles apresentados pelo motor em uso na fazenda, proporcionando uma redução expressiva nos gastos anuais com consumo e demanda de energia elétrica, podendo com a substituição proposta gerar uma economia anual com o fator energia elétrica de R$ 1.888,10.
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    Racionalização do uso da energia elétrica em sistemas de bombeamento utilizados na cafeicultura irrigada por gotejamento
    (2003) Espindula, Dalmácio; Mantovani, Everardo Chartuni; Oliveira, Delly; Silveira, Suely de Fátima Ramos; Ramos, Márcio Mota; Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café
    Considerando-se a preocupação e a necessidade premente de economia tanto de água quanto de energia, atualmente os cafeicultores defrontam-se com o desafio de continuarem a desempenhar seu importante papel socioeconômico com maior racionalidade no uso dos recursos naturais. A implantação de programas de conservação e uso racional de energia elétrica visando à sua economia é importante, visto que o consumo de eletricidade vem apresentando taxas de crescimento significativas e, conseqüentemente um aumento relativo nas despesas das diversas classes de consumidores. Com o objetivo de avaliar a racionalização do uso de energia elétrica através do uso da adequação de força motriz e de sistema de bombeamento na cafeicultura irrigada por gotejamento, foi realizado um trabalho na Fazenda Vista Alegre. O equipamento é composto por três conjuntos motobombas, sendo uma motobomba acionada por um motor de 10 cv e vazão de 60 m 3 h -1 utilizada para abastecimento de um tanque de decantação que, alimenta as outras duas motobombas de 40 cv e vazão de 60 m 3 h -1 cada uma, ligadas em série, que alimentam o sistema. Na área em estudo está sendo cultivada a cultura do café, variedade Catuaí Vermelho. Com este trabalho, constatou-se que, a adequação de força motriz, mediante a substituição dos motores padrão, em uso na propriedade, por motores de alto rendimento adequados, tornou-se a alternativa mais viável sob o ponto de vista técnico-econômico, gerando uma taxa interna de retorno (TIR) de 10, 1.662 e 1.331 % para os motores de 10, 30 e 30 cv, respectivamente, propostos para a substituição, sendo, portanto, superior à taxa de desconto adotada para a análise, de 8,75 % aa. Um outro fator de importância relevante foi que, com a substituição proposta, o tempo de retorno do capital (TRC) para os três motores avaliados foi de 6,4 anos para o motor de 10 cv e dito imediato para os dois motores de 30 cv, indicados na substituição, sendo, portanto, inferior ao horizonte de planejamento adotado, de 10 anos, sendo influenciada, principalmente pelo maior rendimento encontrado no motor de 10 cv e menor potência nominal e maior rendimento nos motores de 30 cv indicados para substituir os motores atuais, proporcionando assim, maior economia anual com o consumo e demanda de energia elétrica de R$ 371,54. Quando analisado a proposta de substituição dos conjuntos motobomba atuais, em uso, por conjuntos motobomba mais adequados ao projeto, é dito que não converge para os motores de 3, 20 e 20 cv, indicados para a substituição, isso se deve ao fato do valor presente líquido (VPL) ser sempre positivo para a análise em questão, o que reflete, para o empresário agrícola, a viabilidade e atratividade das substituições propostas, pois, os valores investidos nas trocas podem ser recuperados imediatamente para todas as substituições propostas. Essa viabilidade se deve, principalmente, ao fato dos motores indicados para as substituições propostas, possuírem uma potência nominal menor e um rendimento maior que os motores em uso na fazenda, proporcionando uma redução expressiva nos gastos anuais com consumo e demanda de energia elétrica, podendo gerar uma economia anual com o fator energia elétrica de R$ 5.791,62.
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    Manejo da irrigação na cafeicultura irrigada por pivô central e gotejamento: otimização do uso da água e energia
    (2003) Espindula, Dalmácio; Mantovani, Everardo Chartuni; Oliveira, Delly; Silveira, Suely de Fátima Ramos; Ramos, Márcio Mota; Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café
    O uso da prática de irrigação em cafezais tem crescido bastante nos últimos anos, devido principalmente às adversidades climáticas observadas em muitas regiões cafeeiras do País. Vários são os equipamentos de irrigação utilizados para suprir as necessidades hídricas do cafeeiro, destacando-se aqueles inerentes aos sistemas de irrigação por gotejamento e pivô central. Uma estimativa razoável do consumo de água pelo cafeeiro é importante, pois, um suprimento inadequado de água poderá reduzir, substancialmente, o crescimento sem que ocorra murcha ou outros sinais visíveis de déficit de umidade. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo principal comparar o volume de água aplicado pelos sistemas de irrigação do tipo pivô central e gotejamento, em condições de campo (manejo real), com valores simulados pelo modelo IRRIGA (SISDA), para a região de Jaboticatubas - MG. Com relação à precipitação, a região tem uma média pluviométrica anual de 1320 mm, concentrando-se nos meses de novembro a janeiro, correspondendo a 62,3 % do total anual, o que impõe à região sérias restrições quanto às práticas agrícolas, podendo ocorrer queda de produção em períodos mais críticos, exigindo que o empresário agrícola lance mão da irrigação para alcançar uma produtividade que o torne competitivo no mercado. Analisando os valores reais do manejo da irrigação e os valores simulados, para o equipamento de gotejamento, observou-se que os valores reais são inferiores aos valores simulados, indicando um déficit anual de 214 mm, implicando em umidade do solo, ao longo do ano, inferiores à umidade considerada ideal para obtenção de maior desenvolvimento e produção do cafeeiro. É importante ressaltar que, as lâminas de irrigação definidas pelo IRRIGA (SISDA), levam em conta a capacidade do equipamento de irrigação, assim, os valores de lâminas determinadas para o equipamento de gotejamento via simulação, foram de 517 mm, sendo esse valor, insuficiente para manter a umidade no solo próximo à capacidade de campo, ou seja, ocorrem problemas de subdimensionamento do sistema e, conseqüentemente, estresse hídrico para a cultura, em determinadas épocas do ano, principalmente nos períodos em que ocorre maior demanda hídrica pela cultura. Para o equipamento do tipo pivô central, quando avaliado o manejo real da irrigação, ou seja, praticado na fazenda, alcançaram valores médios anuais de 429 mm. Estes valores comparados aos 999 mm, obtidos com os valores simulados com o IRRIGA (SISDA), demonstram que há um déficit anual de 570 mm, o que pode vir a prejudicar o crescimento normal da cultura, levando, conseqüentemente, a possíveis perdas em produtividade. Observou-se que, para umidade do solo no manejo real, praticado na fazenda, esta se manteve em alguns períodos do ano, próximos aos valores de ponto de murchamento permanente, restringindo com isso a disponibilidade hídrica para a cultura. Para o manejo simulado, os teores de umidade do solo, mantiveram-se bem próximos ao valor de capacidade de campo (CC), proporcionando, com isso, melhores condições para o desenvolvimento e, conseqüentemente, maior produtividade a ser alcançada pela cultura do café. Portanto, no manejo da irrigação adotado pelo produtor, para o equipamento de irrigação do tipo pivô central e gotejamento, a umidade do solo alcançou valores considerados muito baixos para a cultura do café, não sendo esses valores adequados para um bom desenvolvimento e produtividade do cafeeiro, o que tem se refletido nas baixas produtividade local alcançada. A umidade do solo alcançada com o manejo simulado com o IRRIGA (SISDA), se manteve bem próxima aos valores de capacidade de campo, conseqüentemente, dando melhores condições ao desenvolvimento e produtividade do cafeeiro.
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    Uso racional de água e de energia elétrica na cafeicultura irrigada por pivô central e gotejamento
    (Universidade Federal de Viçosa, 2002) Espindula, Dalmácio; Mantovani, Everardo Chartuni; Universidade Federal de Viçosa
    Na cafeicultura irrigada, existe um grande interesse, por parte dos produtores, na determinação de métodos de manejo da água de irrigação, que possibilitem o uso mais racional da mesma, ou seja, um método que atenda de forma satisfatória às necessidades hídricas da cultura e que permitam uma redução nos custos de produção. Grande parte dos custos de produção, em sistemas de irrigação, são atribuídos aos gastos com energia elétrica. Os motores elétricos utilizados nos sistemas de bombeamento são os principais responsáveis por esses gastos. Conhecendo-se a importância da redução destes custos, o presente trabalho objetivou a racionalização do uso da água (via tensiômetro e tanque classe "A" (manejo real), comparados com manejo via simulação (SISDA 3.5)) e de energia elétrica (adequação da força motriz e de sistema de bombeamento) na cafeicultura irrigada, avaliados em sistemas de irrigação do tipo pivô central e gotejamento, localizados na Fazenda Vista Alegre, município de Jaboticatubas - MG, no ano agrícola de 2001. Observou-se que, para o manejo da água de irrigação adotado pelo empresário durante o ano agrícola avaliado, os teores de umidade mantiveram-se em níveis considerados baixos para o bom desenvolvimento e produtividade da cultura do café, o que, de certa forma, explica as baixas produtividades alcançadas na fazenda, nos últimos anos. Na avaliação do manejo simulado com o programa SISDA, os teores de umidade mantiveram-se próximos à capacidade de campo, para o equipamento de pivô central, o que, devido às melhores condições para o desenvolvimento da cultura, possibilitou a obtenção de maiores produtividades na cultura do café. Para o equipamento de gotejamento, durante o período de maior demanda hídrica, o teor de umidade manteve-se abaixo dos valores recomendados, devido, principalmente, às limitações do equipamento, mas, ainda proporcionando melhores condições ao bom crescimento e produtividade da cultura do café. Constatou-se que a adequação de força motriz, mediante a substituição dos motores-padrão, em uso na propriedade, por motores-padrão adequados, por motores de alto rendimento de mesma potência, e por motores de alto rendimento adequados, tornou-se uma alternativa viável sob o ponto de vista técnico-econômico. Uma outra alternativa seria a substituição dos conjuntos motobombas, em uso, por conjuntos motobombas adequados às condições de projeto, podendo-se obter resultados satisfatórios quanto aos índices técnico-econômicos. Observou-se também que o número de horas de uso, recomendado para o manejo simulado, (com o uso do SISDA), foi superior ao manejo adotado na fazenda, (com o manejo real). Uma das vantagens do manejo com o SISDA seria o fornecimento de água de forma precisa e suficiente para obtenção de produtividades elevadas e competitivas. Outro fator relevante seria o gasto específico com energia hidráulica útil que, principalmente, devido à adequação dos motores e dos sistemas de bombeamento, bem como a otimização do número de horas de funcionamento de cada motor, poderia ser reduzido. Um dos principais aspectos a ser observado na avaliação da rentabilidade da cafeicultura irrigada é a produtividade. Os níveis de produtividade considerados baixos para a atividade inviabilizam a utilização da irrigação, ressaltando a importância da programação do manejo da irrigação para obtenção de maiores índices de produtividade e redução nos custos dos fatores de produção, propiciando, assim, a elevação das receitas da atividade cafeeira.