Bragantia
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Item Melhoramento de Coffea arábica L. var Bourbon. estudo das produções individuais de 1107 cafeeiros no período 1933 a 1939 e resultados parciais de algumas de suas progênies(Instituto Agronômico (IAC), 1941) Mendes, J. E. Teixeira; Brieger, F. G.; Krug, C. A.; Carvalho, A.Coffee culture in São Paulo is done by planting 3, 4, 5 or even, more seedlings in each bed (cova). This is very troublesome specially for coffee selection work. Thus, it was found necessary to plant certain area of ground using just a single seedlingin .each bed (cova). 1.107 coffee trees of Coffea arabica var. bourbon were planted in quadrangle, 3 meters apart frcm each other occupying 1 Ha. of.land. (1931, April). 2. Tilling, fertilizing, harvesting were the same for every individual plant. The results of 7 years work, since the first remarkable crop was harvested in 1933, are presented in this paper. Harvest was done twice or three times yearly, when the berries were ripe. 3. Average production totaled 6 5 . 7 0 arrobas (each arroba equals. 15 Kgrs.) of clean coffee per hectare of land. 4. The data obtained showed enormous variability in the coffee plants. Several individuals were very poor yielders, others suffered die- b a c k in consequence of over production and still others producing hea- vily in one year dropped it in the next, but by putting. forth new shoots and new leaves reacted well so that a good crop was obtained again in the following year. Finally some bore fruit during the whole span of the experiment and did not show great variation in production from one year to the next. 5. The Departament of Genetics of the Instituto Agronômico making use of the data obtained marked several individuals for progeny tests.Item Observações citológicas em Coffea. VII - A macrosporogênese na variedade "monosperma"(Instituto Agronômico (IAC), 1941) Bacchi, OswaldoThis article deals with the observations made in the ovule and development of the macrogametophyte in Coffea arabica L. var. monosperma. The young ovule is normally constituted by a rudimentary nucellus surrounded by a single and well developed integument. No irregularities are found until the beginning of the first meiotic division in the ma-crosporocyte which is situated inside the nucellus. The two meiotic divisions are very abnormal and during this process, 44,4 % of the otherwise normal macrospores degenerate. Only. a few normal macrospores are formed. The functional macrospore is not always the chalazal one as in the normal coffee varieties. Irregularities occur also in the subseguent divisions in the formation of the embryo sac. Degeneration then increased from 44,4 to 82,0%. Only one complete embryo sac has been found among the 87 examined ovules. During the formation of the embryo sac, even when complete degeneration occurs, the ovule increases in volume due to the multiplication of the integument cells. From the moment in which the embryo sac should be formed (two days after the flower opening) this increase in volume stops. A total desorganization of the ovule occurs around 105 days after the opening of the flower.Item Observações citológicas em Coffea - IV(Instituto Agronômico (IAC), 1941) Krug, C . A .; Mendes, A. J. T.1. É dada uma pequena descrição dos principais caracteres morfológicos de dois híbridos interespecíficos triplóides (C. arabica x C. canephora); seu crescimento é normal e a forma e tamanho das fôlhas e das flores intermediários entre as duas espécies. 2. A microsporogênese é dada em detalhe ; esperadas anormalidades foram observadas na distribuição dos cromosômios na 1.ª e na 2.ª divisão, resultando a formação de grãos de pólen estéreis, extremamente variáveis em tamanho. 3. Acredita-se que anormalidades análogas ocorram também na megasporogênese. 4. Ficaram confirmadas as prováveis causas da esterilidade de alguns híbridos interespecíficos obtidos em Java, que já haviam sido sugeridas em artigos anteriores. 5. O íntimo pareamento de alguns cromosômios na profase e mesmo na metáfase, sugere a possível origem autotetraplóide da espécie Coffea arabica. 6. A formação de trivalentes na profase e na metáfase, sugere que alguns dos cromosômios da espécie canephora devem ter regiões análogas a outros da espécie arabica. Nada pode ser dito, entretanto, sobre as possíveis relações genéticas entre C. arabica e C. canephora. 7. Duas plantas provenientes de sementes de um triplóide e obtidas de flores nas quais a polinização não foi controlada, possuem 2n = 44 cromosômios. É sugerido que se tenham derivado de células-ovo do triplóide com 22 cromosômios, que foram fertilizadas por grãos de pólen com 22 cromosômios, provenientes de plantas arabica cultivadas ao redor do triplóide.Item Genética de Coffea IV. Instabilidade do par de alelos Na-na de Coffea arabica L.(Instituto Agronômico (IAC), 1941-06) Carvalho, Alcides1. Foi feita uma revisão dos casos já descritos por Krug (4) de mutações somáticas do par de alelos Na-na do Coffea arabica L. 2. Foram descritos com detalhes três novos casos de mutações somáticas dêsse par de gens, a saber: a) Um exemplar da var. nana com um brôto ponteiro considerado do tipo bourbon, embora com fôlhas mais grossas do que as dos exemplares típicos dessa variedade. A mutação deu-se, portanto, da condição duplamente recessiva para a duplamente dominante (na na →Na Na). Alguns meses após o aparecimento dos ramos mutados a parte nana morreu, hoje vegetando apenas a parte mutada. b) Outro exemplar da var. nana, com um ramo lateral murta (na na → Na na). c) Um terceiro exemplar da mesma variedade nana que, em épocas diferentes, produziu ramos inteiros das variedades bourbon ou murta, outras vêzes a mutação tendo abrangido apenas um par de fôlhas do mesmo nó, uma única fôlha de um nó, a metade da lâmina de uma fôlha ou ainda apenas uma pequena área da lâmina foliar. 3. Verificou-se que a direção mais freqùente seguida da mutação é a da condição recessiva para a dominante, tal como é o caso mais freqüente entre os gens instáveis (1, 2). 4. Pelo exame de progênies da var. murta e nana, supõe-se que o par de alelos Na-na é estável nas células sexuais. 5. Supõe-se que as diferenças apresentadas no grau de mutabilidade do par de fatores Na-na, nos exemplares estudados, sejam devidas a fatores modificadores.Item Observações citologicas em coffea: VI- Desenvolvimento do embrião e do endosperma em Coffea arabica L(Instituto Agronômico (IAC), 1942) Mendes, A. J . T.The ovule of C. arabica L. consists õf a single integument and a small nucellús which disappears as the ovule matures. Three of the four macrospores resulting from the'division of the macrosporocyte, degenerate. The remaining chalazal cell gives rise to a "normal'' embryo sac, which is ready for fertilization at the time of the flower opening. Double fertilization occurs, as a rule, the day the flower opens. The embryo sac then increases in volume and compresses the inner integument cells. The outer cells of the integument, however, multiply actively, giving rise to the "perisperm". After degeneration of the synergids and antipodals, the zygote stays near the micropyle in a resting stage, while the primary endosperm nucleus divides. This first division of the endosperm occurs from 21 to 27 days after flower opening. The cytoplasm condenses around the newly formed nuclei, permitting the adjacent tissues to sink into the embryo sac. Since the separating walls were not seen at the binueleate stage and were present at the four-nucleate stage, it seems that the endosperm belongs to the' "nuclear type". As the number of endosperm cells increases, the "perisperm" cells are again compressed and give more and more room to the new tissue. The first division in the zygote occurs from sixty to seventy days after flower opening, when the endosperm is already multinucleate. A differentiated embryo develops, with a hypocotyl and two small cotyledons in the ripe seed. In the ripe seed the "perisperm" disappears almost completely: its remains form the thin "silver skin" which envelops the endosperm. The parchment layer which envelops the seed is the endocarp.Item Genética de coffea VI— Independência dos fatores xc xc (xanthocarpa) e br br (bronze) em coffea arabica L.(Instituto Agronômico (IAC), 1942) Krug, C. A.; Carvalho, AlcidesEm artigos anteriores (1, 2) os autores demonstraram que a cor amarela dos frutos e a coloração bronzeada das folhas novas são, em Coffea arabica L, controladas, cada uma, por um único par de fatores genéticos (respectivamente xc xc e Br Br). Os híbridos F1 no primeiro caso com plantas de frutos vermelhos, e no segundo com plantas de folhas novas verdes, demonstraram tratar-se de casos em que há dominância incompleta nesta geração, os frutos híbridos possuindo uma coloração vermelho clara e as folhas novas se apresentando com uma tonalidade bronze clara. Como algumas das hibridações realizadas envolviam, ao mesmo tempo, os dois caracteres em questão, apresentou-se a oportunidade para constatar se havia ou não independência entre os dois pares de fatores que controlam estes caracteres. Neste artigo apresentam-se os resultados das observações realizadas, tanto em diversas populações de F2 como também em dois back-crosses. Os dados confirmam plenamente a hipótese estabelecida, isto é, da independência entre os dois pares de fatores em questão (xc xc e Br Br). Este fato era esperado à vista do número relativamente elevado de cromosômios nas variedades cruzadas (2n = 44).Item Genética de coffea VII— hereditariedade dos caracteres de coffea arabica L. var. maragogipe hort ex froehner(Instituto Agronômico (IAC), 1942) Krug, C. A.; Carvalho, AlcidesA variedade maragogipe do Coffea arabica L. foi encontrada pela primeira vez por Crisógono José Fernandes, em 1870, no município baiano de Maragogipe onde, provavelmente, se originou por mutação. Desde 1933 esta variedade vem sendo estudada pela Secção de Genética do Instituto Agronômico do Estado de São Paulo, em Campinas, com o fim de se determinar a sua constituição genética. Muitas autofecundações, cruzamentos e back-crosses foram, então, realizados. Grande parte das plantas obtidas só puderam ser classificadas após a colheita do ano de 1940. Todas foram examinadas quanto à forma e dimensões das folhas e um grande número ainda quanto à forma e dimensões das flores, frutos e sementes. Verificou-se que o caráter maragogipe mostra dominância quase completa em F1, não sendo possivel uma separação das ciasses maragogipe puro e híbrido. Em F2, e nos back-crosses com as formas normais, obtiveram-se, respectivamente, relações de 3:1 e 1:1 entre plantas maragogipe e plantas normais, relações essas que demonstram que os caracteres do maragogipe são controlados por um único par de fatores genéticos dominantes, para os quais se propõe o símbolo Mg-Mg, derivado do próprio nome desta variedade.Item Genética de coffea V— Hereditariedade da coloração bronzeada das folhas novas de coffea arabica L.(Instituto Agronômico (IAC), 1942-06) Krug, C. A.; Carvalho, AlcidesNo presente artigo os autores apresentam os resultados da análise genética referentes à hereditariedade das cores verde, bronze claro e bronze escuro das folhas novas de Coffea arabica L. Baseados em extensos dados de autofecundação, hibridação (F1 e F2) e back-crosses conclue-se que apenas um par de fatores alelomorfos Br-br é responsável pelo aparecimento daquelas cores, br br constituindo o tipo verde, Br br o bronze claro e Br Br o bronze escuro; a coloração bronze escuro é, pois, incompletamente dominante sobre o verde, o Fi entre estes tipos se apresentando de uma tonalidade bronze-clara. No grupo dos bronze-escuros (homozigotos) existe certa variabilidade na expressão máxima da coloração o que, em parte, é atribuido à presença de fatores genéticos modificadores, que intensificam ou diluem esta coloração. À luz dos resultados obtidos, discutem-se os trabalhos de Stoffels (8) e Narasimha Swamy (7) que versam sobre o mesmo assunto.Item Partenogênese, partenocarpia e casos anormais de fertilização em Coffea(Instituto Agronômico (IAC), 1946) Mendes, A. J. T.A espécie C. arabica L. é tetraplóide (2n = 44) ; em suas sementeiras, porém ocorrem ocasionalmente plantas di-haplóides (2n=22), hexaplóides (2n = 66) e octoplóides (2n=88). A origem das primeiras é atribuída à partenogênese ; as duas últimas devem-se formar pela união de gâmetos não reduzidos ou por processos de duplicação de cromossômios. A polinização dos tetraplóides pelos hexaplóides produziu somente plantas tetraplóides, sugerindo um processo partenogenético. Quando se cruzam as espécies C. arabica (2n = 44) e C. canephora (2n = 22) obtêm-se, além dos híbridos triplóides, indivíduos com o mesmo número de cromossômios que a planta mãe ; em vários casos essa ocorrência é atribuída à partenogênese. Dentro da espécie C. canephora verificou-se a ocorrência de partenocarpia e de partenogênese, quando se polinizou um indivíduo diplóide (2n = 22) com pólen de um tetraplóide (2n = 44). Assim, tanto em cruzamentos interespecíficos como intraespecíficos de Coffea, a diferença de número de cromossômios das plantas cruzadas determina, às vêzes, a partenocarpia e a partenogênese, observando-se ainda outros fenômenos como a união de gâmetas não reduzidos e a duplicação dos cromossômios de oosferas normalmente constituídas.Item Genética de Coffea. X - Hereditariedade da ocorrência de sépalas desenvolvidas nas flores de Coffea arabica L. Var. goiaba Taschdjian(Instituto Agronômico (IAC), 1946) Krug, C. A.; Carvalho, AlcidesNo presente trabalho, os autores, após a apresentação de alguns dados sôbre a natureza do cálice na triho Ixorex (Rubiacex), descrevem os caraterísticos dêste órgão em Coffea, detalhando, a seguir, uma variação encontrada em Coffea arabica L., isto é, na var. goiaba. Esta variedade se carateriza por apresentar sépalas bem desenvolvidas e persistentes, o que dá ao fruto certa semelhança com o da goiabeira (Psidium guajava L.), daí provindo o seu nome. Supõe-se que a presença de um cálice desenvolvido constitui um caráter primitivo, sendo o cálice rudimentar encontrado nos demais representantes do gênero, consequência da supressão quase completa das sépalas, por mutação. A seguir relatam-se os resultados da análise genética, concluindo-se que o desenvolvimento das sépalas é condicionado por um só par de fatôres genéticos principais, sd sd (abreviação de "sépala desenvolvida")- Em F1— Normal x goiaba — (Sd Sd x sd sd) — nota-se uma dominância incompleta, apresentando os híbridos um cálice de tamanho intermediário. A variabilidade da forma e do tamanho do cálice constatada, principalmente entre as plantas híbridas, é atribuída a fatôres genéticos modificadores que afetam a ação do par de fatôres principais ; a variabilidade deste caráter dentro da mesma planta é atribuída a fatôres fisiológicos.Item Genética de Coffea. IX - Observações preliminares sôbre quimeras genéticas em Coffea arabica L.(Instituto Agronômico (IAC), 1946-06) Carvalho, A.; Krug, C. A.Após uma discussão geral sôbre a natureza das quimeras vegetais, esclareceu-se a ação dos alelos Na na em Coffea arabica L., chamando a atenção para diversos casos de mutações somáticas ocorridas com êstes fatôres, o que demonstra a sua instabilidade em determinados ambientes genéticos. A seguir, apresentam-se os resultados de diversas análises, com o fim de esclarecer a natureza genética de quatro dessas mutações somáticas. No primeiro caso (planta 605), o ramo murta (Na na) produzido numa planta nana (na na) revelou ser inteiramente da constituição Na na ou possuir, pelo menos, duas camadas de células geradoras mutadas, entre as quais a segunda, responsável pela origem dos gâmetas. Em duas outras plantas examinadas (RP 101-91 e RP 103-17), de constituição Na na (murta) e que produziram ramos com folhagem típica de bourbon (Na Na) a mutação, entretanto, não atingiu a segunda camada geradora, constituindo os ramos mutados prováveis quimeras genéticas periclinais. Não se conhece a estrutura exata dessas quimeras, porquanto não se sabe ainda quantas camadas geradoras existem em Coffea arabica L., e qual ou quais delas influenciam a forma das fôlhas. Apenas se conclui que a segunda camada geradora, aparentemente, não é a principal responsável por êsse caraterístico.Item Observações citológicas em Coffea. XI - Métodos de tratamento pela colchicina(Instituto Agronômico (IAC), 1947) Mendes, Antônio J. T.O tratamento de sementes de Coffea canephora (2n=22), C. Dewevrei (2n=22) e C. arabica (2n=44), por soluções de colchicina de 0,15% a 0,60% produziu plantas com número duplo de cromossômios (2n=44 em C. canephora e C. Dewevrei e 2n=88 em C. arabica). O tratamento de gemas foliares por pasta de lanolina contendo 0,10 a 0,60% de colchicina não produziu resultado nessas mesmas 3 espécies. Elaborou-se um novo método de tratamento de ramos que pode ser aplicado para os casos em que a planta que se deseja "duplicar" seja estéril. É o caso dos híbridos entre C. canephora e C. arabica (2n=33) e da forma di-haplóide (monosperma) de C. arabica (2n=22), os quais nâo produzem sementes, ou, melhor, cujas raras sementes têm em geral um embrião com número variado de cromossômios. O método consiste em fazer com que ramos levados ao laboratório absorvam uma solução de colchicina pela sua parte cortada e em seguida sejam enxertados de forma usual. Através dêste método conseguiu-se obter uma planta com 2n = 66 cromossômios a partir do híbrido triplóide ; conseguiu-se ainda obter uma planta com 2n = 44 cromossômios a partir do monosperma (2n = 22). No primeiro caso eliminou-se a esterilidade quase completamente ; no segundo caso obteve-se uma transformação completa de esterilidade em fertilidade. Êste método aplica-se a outras plantas nas quais não é possível o tratamento de sementes e que fàcilmente se pode multiplicar pela enxertia.Item Determinação do potencial biótico da "broca do café" - Hypothenemus Hampei (Ferr.) - E considerações sôbre o crescimento de sua população. IV - Uma correção no cálculo do potencial de oviposição do inseto(Instituto Agronômico (IAC), 1949) Mendes, Luiz O. T.Item Observações citológicas em Coffea. XII - Uma nova forma tetraplóide(Instituto Agronômico (IAC), 1949) Mendes, A. J. T.Um cafeeiro muito rústico e altamente produtivo, encontrado em uma propriedade agrícola do Estado de São Paulo, revelou ser tetraplóide (2n=44). Neste particular êle se assemelha à espécie C. arabica ; porém, em sua auto-esterilidade, se aproxima das espécies diplóides (2n = 22) de café. Imaginou-se, a princípio, que se tratava de uma forma tetraplóide espontânea de C. liberica ou de C. Dewevrei. O estudo aqui apresentado, porém, conduz à conclusão de que se deve tratar de um híbrido entre C. arabica e C. Dewevrei. No estudo da microsporogênese verificou-se a formação de uni— e bivalentes e mais raramente de tri— e tetravalentes. Supondo que o complemento cromossômico desta planta seja constituído de 22 cromossômios arabica haplóides e 22 cromossômios Dewevrei diplóides, e sabendo-se que : a) os cromossômios de C. arabica num indivíduo di-haplóide (2n = 22) formam 0 a 6 bivalentes ; e b) os cromossômios de C. Dewevrei formam normalmente 11 bivalentes, infere-se que a planta em estudo deve apresentar 11 a 17 bivalentes. Os bivalentes encontrados mais comumente, na realidade, variavam de 12 a 16 e, portanto, dentro daqueles limites. Isto justifica a hipótese de se tratar de um híbrido entre C. arabica e C. Dewevrei. A distribuição anafásica dos cromossômios é irregular, havendo formação de grãos de pólen com n = 15 a 28 cromossômios ; mais frequentes, porém, (cêrca de 80%), são os grãos com n = 20 a 24. A determinação do número de cromossômios em híbridos desse cafeeiro com C. arabica (2n=44), C. Dewevrei (2n=22) e C. Dewevrei (2n=44), como fornecedores de pólen, mostrou que também da macrosporogênese resultam oosferas férteis com n=20 a 24 cromossômios. Cêrca de 31% dos grãos de pólen são estéreis. Se na macrosporogênese as mesmas anormalidades ocorrem, é de se esperar que muitos óvulos degenerem. Isto acontece realmente, havendo grande número de frutos sem sementes ou providos de uma única semente em vez de duas.Item Determinação do potencial biótico da "broca do café" - Hypothenemus Hampei (Ferr.) - E considerações sôbre o crescimento de sua população. III - Curva termometabólica da "broca do café" e sua aplicação no estudo do crescimento de sua população(Instituto Agronômico (IAC), 1949) Mendes, Luiz O. T.Lançando mão de dados publicados por outro autor, (1) sôbre o comportamento da "Broca do Café", quando criada a várias temperaturas, em laboratório, o autor, aceitando em princípio que uma hipérbole equilátera traduz o termometabolismo da espécie, calcula a constante térmica da espécie (K = 339,26) e determina a sua temperatura mínima efetiva (T0 =15,12 °C). É deduzida a equação termometabólica para êsse inseto, dada por D = 339,26 / (T-15,12). Considerando que, num cafèzal, a temperatura do ar não é constante, variando de acôrdo com a estação do ano, o autor pondera que a curva de crescimento de uma população de "Broca do Café" será melhor representada em gráfico onde seja levada em conta a influência da temperatura no desenvolvimento do ciclo biológico do inseto. Dessa maneira, apreciando exemplos numéricos apresentados em trabalho anterior, e construindo novo gráfico, em vez de colocar os valores de "t" no eixo das abscissas, a intervalos regulares, coloca-os a intervalos previamente calculados pela aplicação da equação termometabólica do inseto, de acordo com a temperatura média do mês. Os exemplos são analisados em função das temperaturas normais de Campinas para um período de 58 anos (1890-1947). A análise dos gráficos apresentados mostra até onde a temperatura do ambiente pode influir no desenvolvimento de uma população de "Broca do Café", em condições de campo.Item Observações citológicas em Coffea. XIII - Observações preliminares em Coffea arabica L. Var. rugosa K. M. C.(Instituto Agronômico (IAC), 1949) Medina, Dixier M.The Coffea arabica L. variety rugosa has been characterized as having rugose or roughened leaves. However, progenies of this variety obtained from selfed and open pollinated flowers have not, as observed to date, produced plants with characteristic rugose or definitely roughened leaves. This lack of rugose leaves in the seedling progeny of the variety rugosa led to the present cytological investigation to determine whether rugose leaves might be due to differences in the polyploid nature of the component leaf layers. Chromosome counts were made in cells of tissue obtained from root tips of seedlings and from root tips from stem cuttings, and from very young leaf buds. Chromosomes were also counted in the microsporocytes and in the microspores. The results of the cytological observations indicate that in the plant tissues examined there was an average number of 44 chromosomes. The counting of chromosomes in the coffee leaf buds was difficult due to the small size of the chromosomes. Observations also showed that microsporogenesis in the variety rugosa was normal and that the microspores contained 22 chromosomes. The results of this investigation show that Coffea arabica L. var. rugosa is a tetraploid plant, as are several other varieties of C. arabica that have been studied. The cytological observations also show that the rugose or rough condition of the leaves is not due to the presence of tissue layers of different polyploid nature.Item Agentes de polinização da flor do cafeeiro (Coffea arabica L.)(Instituto Agronômico (IAC), 1949) Carvalho, A.; Krug, C. A.This paper describes the methods used and presents an analysis of the results obtained from three years of study, to determine the separate and inter-related effects of various agents such as gravity, wind and insects, in the pollination of flowers of Coffea arabica L. Observations were made and data obtained from several thousands of normal and castrated flowers that were maintained under natural and controlled conditions. It has been found that the importance of gravity, wind, and insects in pollination of the flowers may vary appreciably in relation to local environmental influences. The data obtained, however, indicate certain trends that are of definitive interest. Based on the total number of ovules, it was found that in 1228 normal flowers observed, 62 percent produced seed. This value is believed to represent in general the percentage of fertilization that might be expected to occur naturally. In tests designed to exclude the influence of wind, insects, and gravity, it was found that an average of 24 percent fertilization (within flowers) occurred. In measuring the effects of the combined agents of wind, insects and gravity it was found that 18.5 — 32.7 percent fertilization occurred as a result of self-pollination and 4.1 to 5.2 percent was due to cross-pollination. Analysis of the data also show in all except one case, the percentage of fertilization resulting from self-pollination was higher than that from cross-pollination. These findings show the importance of self-pollination in Coffea arabica. The use of castrated flowers was particulary helpful in determining the maximum effect of each of the pollinating agents studied under isolated controlled conditions. The general analysis of all data indicates that in the case of self-pollinated normal flowers the influence of wind and insects are about equal and that the effect of gravity is relatively less and likely to be of variable importance. In the case of factors affecting cross-pollination of normal flowers, wind seemed to have the most important influence. Based on a study of several different samples with large numbers of seed harvested from normal flowers, it. was also found that the percentage of seed resulting from cross-pollination was 7.3 — 9.0%. This percentage range of 7.3 — 9.0 is comparable to that of 4.1 — 5.2 shown above, the latter percentage range being based on total ovules and the former on the total seed harvested. Again these data emphasize the relatively limited occurence of cross-pollination in C. arabica.Item Introdução ao estudo da auto-esterilidade no gênero Coffea(Instituto Agronômico (IAC), 1949) Mendes, Cândida H. T.Após fazer a revisão de alguns dos principais trabalhos sôbre a auto-esterilidade no gênero Coffea efetuados em Java, foram relatados, de modo resumido, os resultados das pesquisas genéticas e citológicas que estão sendo feitas com os exemplares da espécie C. canephora no Instituto Agronômico de Campinas. Êstes estudos têm por finalidade conhecer o grau e as causas da auto-esterilidade dessas plantas. As autopolinizações realizadas indicaram que êsses cafeeiros são, realmente, auto-estéreis. Dos cruzamentos feitos, cerca de 50% se mostraram compatíveis. Tanto a formação do saco embrionário como a do pólen são normais. Em meio artificial conveniente, o pólen apresenta cêrca de 55% de germinação, o que foi considerado suficiente para promover a fertilização nos cruzamentos feitos. Foram realizadas observações sôbre o crescimento do tubo polínico em estilos de flores polinizadas com pólen estranho, compatível, e polinizadas com o próprio pólen. Nos cruzamentos compatíveis, o crescimento do tubo polínico é normal. No segundo oaso notou-se que, após a germinação, o tubo polínico tem o crescimento paralisado, não ultrapassando a região das papilas estigmáticas. Esta pode ser considerada a explicação da auto-esterilidade nos exemplares de C. canephora estudados. O mecanismo genético que controla o crescimento dos tubos polínicos ainda não pôde ser estabelecido. Entretanto, pesquisas estão em prosseguimento no sentido de se verificar se se trata de um mecanismo genético semelhante ao encontrado no gênero Nicotiana.Item Análise estatística do ensaio de variedades de café(Instituto Agronômico (IAC), 1949) Stevens, W. L.This paper describes the statistical analysis of a varietal trial with two unusual characteristics : (i) The plant (coffee) is one of those which show strong maxima and minima of production in alternate years. This phenomenon must be prevented from masking or biasing the other varietal comparisons in which we are interested. (ii) The design of the experiment is systematic. It was laid down in Campinas, Brazil, in 1933 at a time when the principles of randomisation were not so widely known as they are today. THE EXPERIMENT AND DATA. Six varieties are compared, denoted by A B C D E and F (see page 104). They are planted in thirty rows, each with 50 plants, according to the systematic design : A B C D E F A B C D E F A B C D E F A B C D E F A B C D E F Data for twelve years are available in quadro 1 but those of the small and irregular yields in the first two years were discarded. The mean yields of the remaining ten years (1935-1946) appear by figure 1 to be fairly regular and consistent in their behaviour. Most of the plants, but by no means all, showed their maxima in the even years. STATISTICAL ANALYSIS. The quantity of primary interest is the mean yield over the whole period. It is essential that these means should be based (as here) on an even number of years in order to eliminate, from their comparisons, the effect of the alternations of maxima and minima. The magnitude of the oscillation is conveniently measured by total of even years minus total of odd years. Finally we need a linear function of the annual yields for measuring secular trend in order to discriminate varieties which are slowly gaining on the others. The usual linear orthogonal polynomial (with coefficients —9, —7, —5, etc.) is unsuitable because it is not independent of the component of oscillation. A suitable function is obtained instead by using the coefficients —2 —2 —1 —1 0 0 +1 +1 +2 +2. The coefficients of the three linear functions thus defined are set out in quadro 2 (page 107), where it will be verified that they are mutually orthogonal. The effect of the heterogeneity of the soil is as far as possible eliminated (separately for the three functions) by an analysis of covariance, using the number of the row (1-30) as the concommitant observation. A simple linear regression formula is however inadequate. The regressions were taken to the fifth degree by means of orthogonal polynomials. Since the "between varieties" contribution must be removed from the sums of squares and products, the regression coefficients are no longer independently obtainable. It is found however that the normal equations fall into two sets, one yielding the regression coefficients of odd degree and the other those of even degree. Consequently the use of orthogonal polinomiais still effects a considerable saving of work. The computations are set out in full in quadro 3 and in abbreviated form in quadro 4 and 5 for the total, the oscillation and the trend respectively. (Note that the comma indicates the decimal point.) We find that a quadratic regression is adequate for the first and cubic regressions for the others. For the sake of uniformity, a cubic regression was used in every case. The residuals found by subtracting the varietal means from the rows are plotted in figures 2a, 3 and 4a. respectively, together with the regression curves and the 2.5% control limits. These control charts suggest that it is not unreasonable to suppose that the remaining variation is random. Next we use the regression formulae to correct the varietal means. The approximate 80% fiducial intervals of the mean annual yields (kg per row) and the rate of increase of yield (kg per row per year per year) are shown in figures 2b and 4b respectively. In the case of the component of oscillation, the analysis of covariance failed to show the slightest suggestion of differences between varieties. DISCUSSION. An examination of the regressions on number of row reveals the interesting fact that the more fertile portions of the field produce lower yields in the odd years than the less fertile portions. The reason is presumably that the heavier yields in the even years, by exhausting the plant, depress the yields in the following years. The major differences between varietal means over the ten years were sufficiently clear even before the analysis though some of the adjustments are appreciable. A striking fact is that, although there are big general differences between varieties, there are no significant differences between them in respect of the amplitude of oscillation. In other words, the increment of yield in the better varieties is obtained equally in odd and even years. In spite of the large component of oscillation, it is possible to discriminate varieties in respect of their rate of increase of yield (figure 4b). CONCLUSIONS. (i) The extra difficulty introduced by the strong alternations of yield from year to year can be solved b y the choice of suitable orthogonal functions of yearly yields. (ii) Once again a systematic design is found wanting — it fails to eliminate the effect of soil heterogeneity from varietal comparisons. This defect can however be removed, for practical purposes, by an adequate analysis of covariance on row number.Item Determinação do potencial biótico da "broca do café" - Hypothenemus Hampei (Ferr.) - E considerações sôbre o crescimento de sua população. III - Curva termometabólica da "broca do café" e sua aplicação no estudo do crescimento de sua população(Instituto Agronômico (IAC), 1949) Mendes, Luiz O. T.Lançando mão de dados publicados por outro autor, (1) sôbre o comportamento da "Broca do Café", quando criada a várias temperaturas, em laboratório, o autor, aceitando em princípio que uma hipérbole equilátera traduz o termometabolismo da espécie, calcula a constante térmica da espécie (K = 339,26) e determina a sua temperatura mínima efetiva (T0 =15,12 °C). É deduzida a equação termometabólica para êsse inseto, dada por D = 339,26 / (T-15,12). Considerando que, num cafèzal, a temperatura do ar não é constante, variando de acôrdo com a estação do ano, o autor pondera que a curva de crescimento de uma população de "Broca do Café" será melhor representada em gráfico onde seja levada em conta a influência da temperatura no desenvolvimento do ciclo biológico do inseto. Dessa maneira, apreciando exemplos numéricos apresentados em trabalho anterior, e construindo novo gráfico, em vez de colocar os valores de "t" no eixo das abscissas, a intervalos regulares, coloca-os a intervalos previamente calculados pela aplicação da equação termometabólica do inseto, de acordo com a temperatura média do mês. Os exemplos são analisados em função das temperaturas normais de Campinas para um período de 58 anos (1890-1947). A análise dos gráficos apresentados mostra até onde a temperatura do ambiente pode influir no desenvolvimento de uma população de "Broca do Café", em condições de campo.