UFPR - Dissertações

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    A influência das estratégias competitivas e colaborativas da cadeia produtiva do café no conteúdo estratégico das empresas e produtores do norte pioneiro do Paraná
    (Universidade Federal do Paraná, 2009) Bronzeri, Marcia de Souza; Bulgacov, Sergio
    Acompanhando as mudanças no mundo, as organizações que, tradicionalmente, adotavam estratégias isoladamente, para conquistar vantagem competitiva, passaram a unir esforços com outras empresas, fornecedores, clientes ou concorrentes, para melhorar seu resultado. Considerando esse novo contexto e a importância do segmento agroindustrial do café, este estudo teve como objetivo identificar de que forma as estratégias competitivas e colaborativas da cadeia produtiva do café afetam o conteúdo estratégico das empresas e dos produtores do Norte Pioneiro do Paraná. Foi conduzida pesquisa qualitativa, com estudo de caso, tendo como nível de análise a cadeia produtiva e os seus segmentos e a unidade de análise os gerentes ou proprietários. Os dados foram coletados por meio de entrevistas e observação direta junto às unidades de análise, nos diferentes elos da cadeia produtiva, com amostra definida pela técnica de saturação. Também foram coletados dados secundários. A amostra consistiu em quinze produtores, três torrefadoras e uma indústria de café solúvel. A coleta de dados foi orientada por roteiros semi-estruturados. As entrevistas foram gravadas e transcritas. Os dados foram organizados e analisados consoantes às categorias analíticas, visando alcançar os objetivos propostos. Foram utilizados também dados estatísticos, secundários, que se mostraram necessários. Os resultados apontam para a falta de integração da cadeia produtiva e inexistência de colaboração entre e intra elos, deixando de usufruir seus benefícios. No segmento produtor há predomínio de produção de café commodity, apesar do potencial para produção de café com qualidade superior de bebida, que tem como base a espécie arábica, produzida no Paraná. Prevalecem ações para redução de custos e aumento de produtividade, mas com qualidade, para conseguir maiores valores na comercialização. As estratégias são competitivas, liderança no custo total e diferenciação. Há casos de diversificação, a maioria com integração vertical para frente – produtor passou a processar café torrado e moído -, esta com impacto diferente de acordo com o volume de produção de grãos e o percentual deste destinado ao processamento industrial, havendo caso de diferenciação na produção industrial, com o processamento de café gourmet. Iniciaram ações colaborativas no segmento produtor, que possibilitarão melhorar o desempenho dos cafeicultores, a diferenciação pela produção de cafés especiais, entre outros benefícios. No segmento processador de café torrado e moído não há indícios de colaboração, mas acirrada concorrência, prevalecendo ações para penetração de mercado e redução de custos, uma empresa desenvolve novos produtos produzindo café com marcas de clientes e de outras torrefadoras, e busca a diversificação pela produção de café gourmet. Os dados indicam que a cadeia produtiva se restringe ao segmento produtor e ao processador de café torrado e moído, e que a indústria de café solúvel, apesar de sediada na região, não faz parte dessa cadeia produtiva, e que utiliza maior volume de café de espécie produzida fora do estado. A visão da cadeia produtiva é dificultada a partir da venda dos produtores para exportadores, pois esses não têm ciência do destino de seu café a partir dessa transação, apesar de acreditarem que parte é exportada.
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    Proposição e teste de um modelo para avaliação de inovação em embalagens de produtos alimentícios
    (Universidade Federal do Paraná, 2004) Strano, Luciane; Marchetti, Renato Zancan
    O presente estudo tem como objetivo a avaliação das inovações em embalagens de café em pó e maionese, considerando a familiaridade e o envolvimento das consumidoras com esses produtos. A base do estudo consiste dos modelos de Gatignon e Robertson (1991) e de Rogers (1995), os quais procuram identificar como as características percebidas das inovações em embalagens e as estratégias de marketing influenciam a adoção dos produtos. Propõe-se, então, um modelo de avaliação dos constructos: familiaridade, envolvimento, características percebidas da inovação (visibilidade, experimentação, compatibilidade, vantagem relativa, facilidade de uso e complexidade) e intenção futura de compra. Esse modelo é avaliado por resultados da pesquisa de campo realizada em duas etapas: a primeira – qualitativa – levantou subsídios de profissionais de design de embalagem e consumidoras dos produtos em estudo; e a segunda – quantitativa –coletou dados relacionados ao modelo proposto de uma amostra de consumidoras das classes sociais A e B. Os dados obtidos em campo foram avaliados por testes de análises fatoriais, análise não-linear de componentes principais (PRINCALS), correlação e análise conjunta, utilizando-se o programa computacional SPSS. Com os testes de análises fatoriais, extraíram-se os constructos e itens que apresentaram adequacidade da amostra, os quais permitiram a construção da escala final para avaliação de embalagens de produtos alimentícios. Os testes de análise conjunta apontaram que as consumidoras de café em pó preferem o atributo formato à vácuo, como primeira opção de compra, seguido pelo tamanho de 500 gramas e pelas cores quentes (vermelho, amarelo e laranja). As consumidoras de maionese preferem o atributo tamanho 500 gramas, como primeira opção de compra, seguido pelo formato cilíndrico e cores quentes.
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    Estudo do efeito da matéria prima, do grau de torrefação e da temperatura de armazenamento na qualidade do café torrado e moído
    (Universidade Federal do Paraná, 2004) Quast, Leda Battestin; Universidade Federal do Paraná
    O café é um dos principais produtos envolvido nas atividades agro-industriais do país sendo o Brasil o maior produtor mundial. A produção nacional representa cerca de 24% do café produzido em todo mundo. O envelhecimento do café torrado e moído é um fenômeno resultante de uma série de reações de degradação não completamente esclarecidas, visto que um grande número de fatores interagem causando o envelhecimento do produto. A oxidação do café depende do teor de oxigênio, tem início nos grãos crus e reflete-se nas características do produto final. As principais causas da perda de qualidade do café torrado e moído são o teor de umidade, a temperatura de estocagem, o grau de torrefação e o tratamento dado ao produto antes do acondicionamento. Neste estudo foram utilizadas amostras de café arábica e café robusta. As amostras foram torradas com características de "torrefação média" - cor 45IR e "torrefação escura" - cor 35IR medidas através do índice de reflectância da luz. Após o processo de torrefação, as amostras foram moídas e envasadas em embalagens compostas de PET/ALUM/PEBD com 250g cada. A seguir, as amostras foram estocadas a temperatura ambiente e em estufa a temperatura de 38oC por um período de 180 dias. A cada 20 dias as amostras foram analisadas. As análises foram efetuadas utilizando metodologias padronizadoras ou descritas na literatura. Os resultados foram avaliados estatisticamente usando a análise de variância - ANOVA e o teste de Tukey no nível de 5% de significância. O acompanhamento da perda de qualidade do produto foi efetuado através das análises de umidade, pH, acidez total da bebida, índice de peróxido, índice de acidez e dienos conjugados com o objetivo de verificar a influência da temperatura, da matéria prima e do grau de torrefação durante o armazenamento do produto. Os resultados mostraram que a temperatura de armazenamento influenciou significativamente nas medidas do pH e da acidez total da bebida. Verificou-se também que o grau de torrefação apresentou interferência sobre algumas análises realizadas. Para a matéria prima arábica, o café com torrefação escura apresentou maiores valores de pH, acidez do óleo e dienos conjugados que o café de torrefação média. Para a matéria prima robusta, a torrefação média apresentou maiores valores de pH, acidez do óleo e dienos conjugados que o café de torrefação escura. Pode-se observar ainda que as maiores variações nos resultados analisados ocorreram durante o período de 60 e 80 dias de armazenamento, período no qual as reações de oxidação do produto são mais intensas.